Cirurgia · Itaim Bibi

Otoplastia em São Paulo

A otoplastia reposiciona as orelhas proeminentes, recriando as dobras naturais que não se formaram completamente. É uma cirurgia de porte pequeno, feita em crianças a partir da idade escolar e em adultos, com recuperação rápida e cicatriz escondida atrás da orelha.

Dra. Daniela Garcia · CRM-SP 170913 · RQE 89966 · Membra titular da ABORL-CCF

Por que a orelha fica proeminente

A orelha proeminente — popularmente chamada de orelha de abano — não é uma doença, e sim uma variação anatômica bastante comum. Ela resulta, isolada ou combinadamente, de duas situações:

  • Antihélice pouco desenvolvida — a dobra em Y que, normalmente, faz a borda superior da orelha se curvar em direção à cabeça. Quando ela é rasa, a orelha fica "aberta".
  • Concha auricular aumentada — a cavidade mais profunda da orelha, que, quando é excessivamente projetada, empurra toda a orelha para frente.

A audição não é afetada: trata-se de uma questão de forma e posicionamento, não de função auditiva.

Quando a cirurgia é indicada

A indicação é individual e leva em conta o incômodo do paciente — não uma medida objetiva. Nas crianças, a conversa costuma girar em torno do impacto no convívio escolar; nos adultos, do desconforto com fotos, cortes de cabelo e com a própria imagem. O papel da consulta é entender esse contexto, avaliar a anatomia e explicar com clareza o que a técnica pode e o que não pode alcançar.

Sobre imagens e resultados

Esta página não apresenta imagens de antes e depois nem promessas de resultado, em respeito ao Código de Ética Médica e às normas do Conselho Federal de Medicina sobre publicidade médica. O resultado possível para o seu caso é discutido individualmente, na consulta.

Idade adequada

A orelha atinge quase todo o seu tamanho adulto por volta dos 6 anos, e essa costuma ser a idade a partir da qual a cirurgia é considerada em crianças. Além do desenvolvimento anatômico, pesa a maturidade para colaborar com o pós-operatório: usar a faixa, evitar traumas e comparecer aos retornos. Não existe limite superior de idade — adultos operam com frequência.

Como é a cirurgia

  • Anestesia: local com sedação em adolescentes e adultos; anestesia geral em crianças menores.
  • Duração: em média de 1 a 2 horas, para as duas orelhas.
  • Incisão: na face posterior da orelha, dentro do sulco atrás dela — fica escondida na dobra natural.
  • Técnica: remodelagem da cartilagem para criar ou reforçar a antihélice, com pontos de sutura definitivos e, quando necessário, redução ou reposicionamento da concha.
  • Internação: em geral regime de hospital-dia, com alta no mesmo dia.
  • Simetria: o planejamento busca harmonia entre as duas orelhas, considerando que assimetrias discretas são naturais em qualquer rosto.

Pós-operatório

  • Primeiros dias: curativo compressivo, dor leve a moderada controlada com analgésicos comuns e orientação para dormir de barriga para cima.
  • Faixa elástica: uso contínuo nos primeiros dias e, depois, apenas à noite por algumas semanas, protegendo o resultado durante o sono.
  • Cerca de 7 dias: retorno ao trabalho de escritório e à escola, na maioria dos casos.
  • Semanas seguintes: liberação progressiva de atividades. Esportes de contato e situações com risco de trauma na orelha ficam restritos por mais tempo, conforme orientação.
  • Cuidados: evitar coçar, puxar ou dormir sobre a orelha operada, e manter a higiene local conforme orientado.

Riscos

Como toda cirurgia, a otoplastia tem riscos: hematoma, infecção, alterações de cicatrização — incluindo cicatriz hipertrófica ou queloide em pessoas predispostas —, assimetrias, alteração temporária da sensibilidade e recidiva parcial da projeção. Esses riscos, sua probabilidade e as alternativas são discutidos individualmente antes da decisão, no processo de consentimento informado.

Perguntas frequentes

Qual a idade ideal?

A orelha atinge quase todo o tamanho adulto por volta dos 6 anos, e a cirurgia costuma ser considerada a partir daí. Em crianças, a decisão também considera a maturidade para colaborar com o pós-operatório. Não há limite superior de idade.

A cicatriz fica visível?

A incisão é feita no sulco atrás da orelha e fica escondida nessa dobra natural. Após a cicatrização costuma ser pouco perceptível, ainda que a resposta cicatricial varie de pessoa para pessoa.

Quanto tempo preciso usar faixa?

O padrão mais comum é uso contínuo nos primeiros dias e, depois, apenas noturno por algumas semanas. O tempo exato é definido conforme a técnica utilizada e a evolução do caso.

Quando volto ao trabalho ou à escola?

A maioria retoma atividades leves, trabalho de escritório e escola em cerca de uma semana. Esportes de contato e atividades com risco de trauma são liberados apenas depois de algumas semanas.

Dói muito?

A dor costuma ser leve a moderada nos primeiros dias, bem controlada com analgésicos comuns. O desconforto mais relatado é a pressão do curativo e a sensibilidade ao dormir de lado nas primeiras noites.

A orelha pode voltar a "abrir"?

Existe possibilidade de recidiva parcial, sobretudo quando a cartilagem tem muita memória elástica ou quando há trauma no pós-operatório precoce. A escolha da técnica e a adesão às orientações reduzem esse risco, mas nenhum procedimento cirúrgico oferece garantia de resultado.

A otoplastia afeta a audição?

Não. A cirurgia atua na cartilagem da orelha externa e no seu posicionamento, sem envolver o conduto auditivo, o tímpano ou as estruturas responsáveis pela audição.

O conteúdo desta página tem caráter informativo e educativo e não substitui a consulta médica presencial, o diagnóstico e a orientação individualizada. Não há garantia de resultado em procedimentos médicos: os resultados variam conforme a anatomia e a resposta individual de cada paciente. Texto revisado por Dra. Daniela Garcia, otorrinolaringologista, CRM-SP 170913 · RQE 89966.

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